Degenerescência Macular da Idade - DMI

Publicada em: 07 Dez 2017

Dr. Gil Calvão Santos, especialista em Retina da Iberoftal - Clínica Oftalmológica de Braga e CUF Porto Hospital

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O Dr. Gil Calvão Santos, especialista em Retina da Iberoftal - Clínica Oftalmológica de Braga e CUF Porto Hospital,  foi o convidado do programa Consultório do Porto Canal de dia 30/11/17.

A DMI é, segundo a Organização Mundial de Saúde, a principal causa de cegueira a partir dos 50 anos de idade, nos países desenvolvidos.

Em Portugal, estima-se que 300 mil pessoas sofram de DMI e 45 mil correm sério risco de cegar.

A prevenção e o diagnóstico atempados são a única forma de travar a progressão da doença para um estado de cegueira parcial altamente incapacitante.

 

O que é a DMI?
É uma doença degenerativa da mácula, uma pequena área na retina responsável pela visão central (aquela que permite ver claramente pequenos pormenores) que conduz a um estado de cegueira parcial, caracterizado pela incapacidade de ler, conduzir, ver televisão, reconhecer caras, entre outras dificuldades...
Um doente com DMI preserva apenas a visão lateral ou periférica do olho. Daí não se falar em cegueira total mas sim em cegueira de leitura, que lhe permite caminhar e movimentar-se. Uma vez destruída, a mácula é irrecuperável, pelo que, à semelhança das outras doenças maculares, a DMI não tem cura.

Como se manifesta?
Apesar da sua gravidade, numa fase inicial, a DMI poderá passar despercebida ao doente, uma vez que, na generalidade dos casos, começa por afectar apenas um dos olhos e o olho saudável compensa a falha de visão. Só quando a DMI atinge o segundo olho (é uma doença bilateral) é que a perda de visão é sentida. Nessa altura, porém, já não é possível recuperar a visão perdida, só travar a sua deterioração daí em diante. O diagnóstico precoce assume, por isso, um papel determinante no combate à DMI, pelo que ao primeiro sinal denunciador é importante consultar um oftalmologista.

Qual a sua causa?
A DMI é uma doença degenerativa complexa. Existem dois tipos de DMI (exsudativa ou húmida e atrófica ou seca) e cada um deles tem diferentes causas bem como distintas formas de evolução. A idade (mais de 50 anos), a história familiar e o tabaco são, porém, factores de risco bem definidos para qualquer dos casos de DMI. Para além disso, acredita-se que a exposição frequente e prolongada ao sol e a prática de uma dieta alimentar pobre em antioxidantes possam estar entre os fatores de risco que predispõem o seu desenvolvimento.

Assiste ao programa na íntegra aqui

 

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